Comissão concede anistia política e indenização a Dilma Rousseff por perseguição na ditadura

Decisão unânime reconhece violações de direitos humanos sofridas pela ex-presidente; indenização de R$ 100 mil será paga em parcela única

A Comissão de Anistia do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania aprovou por unanimidade nesta quinta-feira (22) o reconhecimento da ex-presidente Dilma Rousseff como anistiada política. A decisão concede à petista indenização no valor de R$ 100 mil, a ser paga em parcela única, pelas violações de direitos humanos sofridas durante o regime militar (1964-1985).

Dilma, que atualmente preside o Novo Banco de Desenvolvimento dos BRICS na China, foi presa em 1970 e submetida a torturas. O relator do caso, Rodrigo Lentz, destacou que ela teve direitos políticos cassados, foi impedida de continuar seus estudos na UFMG e perseguida profissionalmente. O pedido de anistia havia sido protocolado em 2002, mas foi negado em 2022, durante o governo Bolsonaro. A presidente da comissão, Ana Maria Oliveira, classificou a decisão como “simbólica” para as políticas de memória e reparação.

Foto: Marcelo Camargo/Agência Brasil