Na noite da sexta-feira (4), a diretoria colegiada da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) aprovou a importação das vacinas Covaxin, da Índia, e da Sputinik V, da Rússia. Quatro diretores, de cinco, votaram a favor da importação excepcional e temporária do imunizante para fins de distribuição e uso no Brasil.
Os países produtores terão que atender as condições estabelecidas pela a área técnica do órgão. As duas vacinas devem ser utilizadas apenas entre adultos de 18 a 60 anos, fornecer bulas em português, terem os lotes importados aprovados por laboratórios certificados. Além disso, é preciso implantar um programa de monitoramento de eventos adversos.
Com a aprovação dos imunizantes, o governo federal espera receber ao menos 20 milhões de doses da vacina indiana. Já havia acordo para a aquisição com o laboratório responsável. As doses da Sputnik V, solicitadas pelos governos da Bahia, Maranhão, Sergipe, Ceará, Pernambuco e Piauí, também poderão ser utilizadas no país. No entanto, a decisão exige a aquisição de uma quantidade menor de vacinas, para que a qualidade do produto seja testada.
Ao todo, 17 Unidades da Federação (UFs) fizeram contrato com o fundo russo para a compra do imunizante. A negociação sempre envolveu 66 milhões de doses, envolvendo os Estados das regiões Norte e Nordeste. No início do mês de maio, inclusive, o governador Helder Barbalho esteve em Brasília, em uma reunião com o embaixador da Rússia para tentar destravar a liberação do imunizante.
Na ocasião, Helder revelou que o contrato com o Pará prevê a aquisição de três milhões de doses. Após a decisão da Anvisa, na noite de ontem, Helder Barbalho declarou pelas redes sociais que os governadores que compõem os consórcios da Amazônia Legal e do Nordeste, que têm assinatura de interesse no termo de compra da vacina russa, realizarão na manha de hoje uma videoconferência para “alinhar o processo de importação e estratégia com o calendário para a chegada de vacinas para ampliar a vacinação em todo o Brasil, em particular, nestes Estados, principalmente no Pará”.
Foto: Reuters/Athit Perawongmetha/Agência Brasil

