A China está endurecendo o controle sobre as exportações de fertilizantes para proteger seu mercado interno, segundo fontes do setor ouvidas pela agência Reuters. A medida agrava a escassez nos mercados globais, já impactados pela guerra entre EUA e Israel contra o Irã, que bloqueia o Estreito de Ormuz, rota por onde passa cerca de um terço do suprimento marítimo mundial.
O país asiático é o terceiro maior fornecedor do Brasil, representando 11,5% das compras brasileiras em 2025, o equivalente a mais de US$ 93 milhões. As novas restrições, implementadas em meados de março, proíbem exportações de misturas de nitrogênio-potássio e certas variedades de fosfato. Somadas às quotas já existentes para ureia, a medida pode limitar entre metade e três quartos dos embarques chineses do ano passado, potencialmente afetando até 40 milhões de toneladas. Apenas o sulfato de amônio permanece liberado para exportação.
Foto: CNA/Wenderson Araujo
