CEO da DeepMind alerta sobre riscos da IA, mas descarta “apocalipse” de empregos

Demis Hassabis defende acordo internacional para regulamentar tecnologia, com foco em prevenir usos maliciosos

Em entrevista exclusiva à CNN durante o SXSW em Londres, Demis Hassabis, CEO da DeepMind (braço de IA do Google), minimizou preocupações sobre a substituição massiva de empregos pela inteligência artificial, mas alertou para os riscos do uso indevido da tecnologia. Enquanto outros líderes do setor preveem a eliminação de até metade dos empregos iniciais, Hassabis concentra suas preocupações no potencial de agentes mal-intencionados utilizarem sistemas avançados de IA para fins prejudiciais, como deepfakes e ciberataques sofisticados.

O executivo, que recebeu o Prêmio Nobel, defendeu a criação de um acordo global para estabelecer diretrizes éticas no desenvolvimento e aplicação da IA. “Precisamos restringir o acesso a sistemas poderosos para atores maliciosos, permitindo que bons atores façam coisas incríveis”, afirmou. Hassabis também vislumbra um futuro próximo onde “assistentes universais de IA” ajudarão nas tarefas cotidianas, mas ressalta que a sociedade precisará se adaptar para distribuir os ganhos de produtividade gerados pela tecnologia. A declaração ocorre em meio a avanços significativos na geração de vídeos e códigos por IA, enquanto empresas como Meta planejam usar a tecnologia para escrever metade de seus códigos até 2026.

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