O governo brasileiro, em conjunto com Ministério Público, instituições científicas e pesquisadores, negocia a restituição de fósseis e bens culturais retirados ilegalmente do país, prática conhecida como colonialismo científico. Segundo o Ministério das Relações Exteriores, há ao menos 20 negociações em andamento, com destaque para Estados Unidos (oito ações), Alemanha (quatro) e Reino Unido (três). No mês passado, o Brasil firmou acordo com a Alemanha para repatriar o dinossauro Irritator challengeri, que viveu há 116 milhões de anos no sertão cearense e estava em museu alemão desde 1991. Estudo aponta que 88% dos fósseis da Bacia do Araripe descritos em publicações científicas entre 1990 e 2020 foram levados para o exterior e ainda não retornaram.
Foto: Joédson Alves/Agência Brasil
