Bolsonaro acompanha presencialmente no STF o julgamento sobre tentativa de golpe

Em torno das 9h30 desta terça-feira (25), o ex-presidente Jair Bolsonaro chegou ao plenário da Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF), em Brasília, para assistir ao julgamento da denúncia feita pela Procuradoria-Geral da República (PGR), na qual é acusado de liderar um golpe durante seu mandato.

Bolsonaro, apoiado por seus advogados e aliados, se acomodou na primeira fila da sala de audiências da Primeira Turma. O ex-presidente enviou uma mensagem para aliados políticos na qual se defende das acusações da Procuradoria-Geral da República e afirma “acreditar na justiça”.

A Primeira Turma, formada por cinco dos 11 magistrados do Supremo, decide nesta terça-feira se a denúncia contra Bolsonaro e sete militares integrantes da cúpula do golpe será aceita ou não. Logo após a chegada do ex-presidente, o presidente da Primeira Turma, ministro Cristiano Zanin, iniciou a sessão de julgamento. Depois, o relator, Alexandre de Moraes, tomou a palavra e leu o relatório sobre o caso.

O Núcleo 1 é composto pelos seguintes acusados: Jair Bolsonaro, ex-presidente da República; Walter Braga Netto, general de Exército, ex-ministro e candidato a vice de Bolsonaro na chapa das eleições de 2022; General Augusto Heleno, ex-ministro do Gabinete de Segurança Institucional; Alexandre Ramagem, ex-diretor da Agência Brasileira de Inteligência – Abin.

Também Anderson Torres, ex-ministro da Justiça e ex-secretário de Segurança do Distrito Federal; Almir Garnier, ex-comandante da Marinha; Paulo Sérgio Nogueira, general do Exército e ex-ministro da Defesa; Mauro Cid, delator e ex-ajudante de ordens de Bolsonaro.

Todos os candidatos a réus, incluindo Bolsonaro, são acusados pelos delitos de organização criminosa armada, tentativa de supressão violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado, danos qualificados por violência e grave ameaça ao patrimônio público, além da deterioração do patrimônio tombado. Se a acusação for aceita, os acusados se tornam réus no Supremo, iniciando um processo penal que requer uma nova instrução, com a oitiva de testemunhas de acusação e defesa.

Foto: Antonio Augusto/STF