O governo de Donald Trump determinou o fim da “Operação Metro Surge”, a megaoperação de repressão à imigração em Minnesota, após mais de dois meses de uma ofensiva que resultou na morte de dois cidadãos americanos, deixou ao menos outros seis imigrantes mortos sob custódia e mergulhou o estado em uma crise sem precedentes. O anúncio foi feito nesta quinta-feira (12) pelo “czar da fronteira”, Tom Homan, que confirmou que a retirada dos agentes do Serviço de Imigração e Alfândega (ICE) já está em andamento e prosseguirá na próxima semana, reduzindo significativamente o efetivo federal no estado.
Embora Homan classifique a operação como um sucesso e insista que “Minnesota é menos um estado santuário para criminosos”, a decisão representa uma vitória dos movimentos de resistência locais e uma resposta direta à comoção nacional provocada pelas mortes do enfermeiro Alex Pretti, 37, e da poeta Renée Nicole Good, ambos cidadãos norte-americanos baleados por agentes em janeiro. As circunstâncias das mortes — Pretti foi imobilizado e alvejado no chão mesmo desarmado, enquanto Good teve seu veículo atingido sem evidências da suposta “ameaça terrorista” alegada pelo Departamento de Segurança Interna — geraram protestos massivos, ações judiciais e uma crise política que forçou a Casa Branca a recuar. O governador Tim Walz classificou a retirada como o fim de uma “ocupação” que causou “danos profundos e trauma geracional”, mas advertiu que o estado seguirá em modo de “confiar, mas verificar”.
Foto: reprodução x
