Foto: Alberto César Araújo/Amazônia Real
Alessandra de 36 anos, foi a segunda brasileira a ganhar o Prêmio Robert Kennedy de Direitos Humanos
Lutar pelo povo Munduruku é um dos compromissos de Alessandra Korap. Diante de muita força e coragem, foi um dos grandes destaque e ganhou o Prêmio Robert Kennedy de Direitos Humanos. Alessandra tem 36 anos, mas desde jovem sempre batalhou pelo seu povo e por outros povos indígenas brasileiros.
Alessandra foi a primeira mulher a coordenar a Associação Indígena Pariri. Alem disso, foi a Chefe das Guerreiras do Médio Tapajós, no Pará. Ao sair de sua aldeia, Alessandra acompanha sua liderança, que lá estão para revindicar a dermacação de suas terras, atrás de seus direitos e lutando por saúde e educação. “Ganhar esse prêmio foi um reconhecimento dos povos indígena, não foi apenas a parte da Alessandra e sim do povo que está acompanhando junto comigo, das mulheres, dos Cacique e das criança. Eles são a base que sustenta a gente em cima”, diz.
Este ano, ela foi escolhida pelo júri do prêmio para receber US$ 30 mil, cerca de R$ 166 mil reais, além de apoio para seu trabalho, como litígios estratégicos, treinamento e capacitação e defesa perante governos e organizações internacionais. Alessandra Korap foi a segunda brasileira da história a ganhar o Prêmio Robert F. Kennedy de Direitos Humanos.
Alessandra buscar o melhor para a sua aldeia. A sua militância até agora está com 5 anos e por ela irá durar mais. “A primeira vez que eu saí de casa para viajar fora da minha aldeia foi para buscar um conhecimento. Buscar informações, pois muitas das vezes nós que estamos dentro da Aldeia não temos tantas informação, assim jurídica e a gente acaba deixando de lado. Acha que está tudo bem. Mas quando temos essas informação e sabemos que pode ter um impacto muito grande no território a gente tem que trazer essas informação pra dentro das nossas terras. Esses assuntos ficam em coletivo. Sempre converso com as mulheres da associação, com os cacique e as criança. Buscando sempre interagir com com as pessoa”, conta.
Por estar sempre a frente de sua tribo, Alessandra já sofreu alguns ataques e sua aldeia está constantemente com problemas ambientais.” E estamos passando por vários problemas. O primeiro que a gente quer a demarcação do território. Na minha região tem dois territórios pra serem demarcados. E esses território, têm vários projetos por cima deles. E todos esses projeto vem afetando as nossas terras. Enquanto isso os territórios indígenas não são demarcados e eles negam a nossa existência aqui. A gente tem que brigar bastante, gritar e dizer que nós estamos aqui. Dizer que nós precisamos ser ouvidos e devemos ser consultados” finaliza.

