Dados do Ministério da Saúde revelam que meninas de 12 a 19 anos realizam consultas médicas com frequência 2,5 vezes superior à dos meninos na mesma faixa etária. A disparidade é ainda maior ao comparar especialistas: as adolescentes têm 18 vezes mais atendimentos ginecológicos do que os jovens com urologistas.
Enquanto as meninas migram naturalmente do pediatra para o ginecologista, muitos meninos abandonam o acompanhamento médico regular. Na falta de orientação profissional, parte desses adolescentes busca informações em academias, onde recebem conselhos inadequados sobre suplementos ou hormônios desnecessários, agravando a negligência com a saúde masculina juvenil.
Foto: Geovana Albuquerque / Arquivo Agência Saúde GDF
