O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) informou nesta sexta-feira (23) que não determinou a retirada de nenhum canal do WhatsApp do ar. O esclarecimento ocorreu após a circulação de informações sobre possíveis restrições à propaganda eleitoral na plataforma durante o segundo turno das eleições de 2026. Na quarta-feira (21), uma proposta de resolução sugeriu proibir propaganda em grupos com mais de 200 mil seguidores. A medida previa restrições nas 48 horas anteriores e nas 24 horas posteriores à votação. A proposta, atribuída ao vice-presidente da Corte, ministro André Mendonça, não avançou. O tribunal também criticou interpretações precipitadas de decisões processuais.
Na quinta-feira (22), o TSE solicitou esclarecimentos à Meta sobre questões relacionadas à atuação de canais e ao tratamento dado às campanhas presidenciais. Uma das determinações exigiu um relatório sobre o canal de WhatsApp “Exército do Lula”, após solicitação da campanha de Flávio Bolsonaro. Em outra ação, a empresa recebeu prazo para explicar possíveis diferenças de tratamento entre as candidaturas de Luiz Inácio Lula da Silva e Flávio Bolsonaro. Nesta sexta-feira, representantes de plataformas como Meta, X, Google, TikTok e Kwai participaram de uma reunião com ministros da Corte. O presidente do TSE pediu reforço no monitoramento das redes e tratamento equilibrado aos candidatos.
Foto: Marcello Casal JrAgência Brasil

