O levantamento da Frente Parlamentar Mista da Educação, em parceria com a Equidade.info, ouviu 1.912 alunos de 191 escolas e aponta que 41,7% dos meninos do ensino médio já apostaram (mais que o dobro dos 19% no fundamental II), enquanto entre as meninas a proporção é de 12,6%, e as perdas agregadas podem ultrapassar R$ 1 bilhão entre o público pesquisado. O coordenador da pesquisa, Guilherme Lichand, alerta que soluções baseadas apenas no comportamento individual (como lembretes de perdas) não funcionam, e que a proibição de propaganda e a tributação sobre valores transacionados são medidas mais eficazes, além de destacar que a educação financeira não tem se mostrado suficiente para prevenir a exposição, já que estudantes com maior letramento financeiro têm maior probabilidade de apostar e menor controle sobre ganhos e perdas. A pesquisa recomenda maior tributação, restrições à publicidade e medidas de proteção voltadas a menores de 18 anos, em um cenário em que as apostas começam aos 11 anos, evidenciando a necessidade de ações regulatórias mais rigorosas. A coleta de dados ocorreu em agosto e setembro de 2026, com entrevistas presenciais e questionários estruturados.
Foto: Arquivo/Agência Brasil

