A Petrobras anunciou um investimento de R$ 2,8 milhões em um projeto científico de 18 meses na Bacia do Marajó, no Pará, em parceria com o Serviço Geológico do Brasil (SGB) e a Universidade Federal do Pará (UFPA), visando atualizar o conhecimento geológico e o potencial de recursos naturais da região. Paralelamente, a estatal revelou que seu Plano de Negócios 2026-2030 prevê investimentos totais de US$ 2,5 bilhões em toda a Margem Equatorial, que se estende do Amapá ao Rio Grande do Norte, e confirmou a retomada da perfuração do poço Morpho na bacia da Foz do Amazonas.
De acordo com a Petrobras, o estudo na Bacia do Marajó tem caráter estritamente científico e não comercial, focando na revisão das cartas estratigráficas e na compreensão da evolução geológica da área, devendo gerar mapas e bases de dados inéditas. O projeto integra um megaprojeto nacional de revisão de 37 bacias sedimentares brasileiras até 2027, podendo, como consequência, identificar sistemas petrolíferos e subsidiar futuras decisões exploratórias. Parlamentares paraenses celebraram a iniciativa como estratégica para o desenvolvimento regional e a soberania energética, mas ressaltaram a necessidade de governança e planejamento para que os resultados se traduzam em superação da pobreza estrutural no arquipélago do Marajó.
Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil
