Belém se consolidou como um dos principais polos de mobilidade por aplicativo na região Norte, abrigando entre 20 mil e 25 mil motoristas vinculados a plataformas de transporte, com a Uber liderando a operação local. O volume acompanha o protagonismo do Brasil como maior mercado global da empresa em número de viagens — o país reúne cerca de 1,4 milhão de motoristas e já superou 11 bilhões de corridas. Na capital paraense, estima-se que mais de 1 milhão de pessoas na Região Metropolitana já tenham utilizado apps de transporte ao menos uma vez, e a renda média líquida dos motoristas fica em torno de R$ 2,9 mil mensais, com jornadas que chegam a 60 horas semanais.
O avanço do serviço, porém, vem acompanhado de insatisfação crescente. Em Belém, são frequentes reclamações sobre demora, preços altos e falhas no atendimento, enquanto no Judiciário paraense a empresa enfrenta centenas de ações envolvendo danos morais, cobranças indevidas e disputas trabalhistas. Apesar da ausência de dados públicos consolidados por cidade, especialistas estimam que o Pará registre entre 10 mil e 20 mil reclamações anuais relacionadas a apps de mobilidade. O cenário evidencia os desafios de um setor que, embora essencial para a mobilidade urbana na capital amazônica, ainda carece de maior transparência e regulamentação.
Com informações do Cidade 091
Foto: Marcello Casal Jr./Agência Brasil

