Economistas projetam déficit primário de R$ 72,4 bilhões para 2026, aponta relatório do Tesouro

A mediana das projeções dos economistas consultados pelo Ministério da Fazenda para o déficit primário do governo central em 2026 ficou praticamente estável em R$ 72,4 bilhões, segundo o relatório Prisma divulgado nesta quinta-feira (15). Para 2027, a estimativa de rombo melhorou ligeiramente, passando de R$ 54,9 bilhões para R$ 52 bilhões, embora as projeções para a dívida pública bruta continuem apontando alta no próximo ano.

A previsão para a dívida bruta em relação ao PIB manteve-se em 83,7% para 2026 e 87,0% para 2027, mesma projeção do relatório anterior. As metas oficiais do governo, no entanto, são mais ambiciosas: superávit primário de 0,25% do PIB em 2026 e de 0,50% em 2027, considerando uma margem de tolerância de 0,25 ponto percentual. Os números refletem o desafio fiscal frente às despesas não contabilizadas nas metas e a expectativa de piora no endividamento no médio prazo.

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil