A Venezuela, que contorna sanções americanas através de uma frota secreta de petroleiros antigos semelhante às estratégias de Rússia e Irã, enfrenta agora uma ação militar direta dos EUA que pode fechar esse mercado paralelo, responsável por cerca de 70% de suas exportações petrolíferas. A Marinha norte-americana iniciou a perseguição a navios sancionados em águas internacionais, bloqueando parcialmente a saída de petróleo e colocando em risco receitas estimadas em US$ 8 bilhões.
Cerca de 75 petroleiros estão atualmente parados nas águas venezuelanas, metade deles na lista negra do Tesouro americano, segundo dados do TankerTrackers.com. A produção nacional, hoje em 900 mil barris diários (muito abaixo dos 3,5 milhões dos anos 1990), depende criticamente dessas exportações clandestinas, majoritariamente para a Ásia via pagamentos em criptomoeda. O governo de Nicolás Maduro acusa os EUA de tentar derrubar seu regime e se apropriar das vastas reservas petrolíferas do país. Economistas alertam que o bloqueio rigoroso pode agravar a escassez de alimentos e combustíveis e elevar a inflação, projetada em quase 700% para 2025, uma vez que a Venezuela, ao contrário de Rússia e Irã, não tem poder militar para mitigar o embargo.
Foto: Poder Naval
