Cartilha orienta pais e professores sobre saúde ocular infantil

Publicação aborda desde conjuntivite até uso excessivo de telas e marcos do desenvolvimento visual

O Conselho Brasileiro de Oftalmologia (CBO) e a Sociedade Brasileira de Oftalmologia Pediátrica (SBOP) lançaram nesta segunda-feira (4) a cartilha Saúde Ocular na Infância, um guia prático para familiares e educadores. Com o retorno às aulas, o material destaca cuidados essenciais, como o tratamento de conjuntivite (compressas frias e higiene rigorosa) e terçol (compressas mornas e massagem suave), além de alertas sobre o uso excessivo de telas e acidentes domésticos. A publicação também reforça a importância do diagnóstico precoce: segundo a OMS, 80% dos casos de cegueira infantil podem ser evitados com tratamento adequado. Entre as recomendações, está a regra “20-20-20” (a cada 20 minutos de tela, olhar para algo a 6 metros por 20 segundos) e a realização de exames oftalmológicos entre 6 meses e 5 anos de idade.

A cartilha detalha ainda os marcos do desenvolvimento visual, como a capacidade do bebê de fixar o olhar no primeiro mês e reconhecer rostos aos 9 meses. Sintomas como dificuldade para enxergar a lousa, dores de cabeça frequentes ou desalinhamento dos olhos podem indicar problemas como miopia, hipermetropia ou astigmatismo – que, se não tratados, podem evoluir para baixa visão. Outros riscos incluem a obstrução do canal lacrimal em bebês (que exige massagem ou intervenção médica) e acidentes com objetos cortantes, que demandam uso de óculos de proteção. “A visão é fundamental para o aprendizado. Cuidar dela desde cedo é garantir um futuro mais saudável”, destacou o CBO. O material está disponível para download e serve como alerta para pais e escolas.

Foto: Bruno Peres/Agência Brasil