Tecnologia semelhante às vacinas da COVID-19 é testada em 130 pacientes de sete países; tratamento promete revolucionar a imunoterapia contra tumores
A medicina entra em uma nova era no combate ao câncer com o início dos testes clínicos da BNT116, primeira vacina de mRNA desenvolvida especificamente para o câncer de pulmão de células não pequenas. Desenvolvida pela BioNTech – mesma empresa parceira da Pfizer na criação da vacina contra COVID-19 –, a terapia já está sendo aplicada em aproximadamente 130 pacientes no Reino Unido, Estados Unidos, Alemanha e outros quatro países. Entre os primeiros voluntários está o britânico Janusz Racz, 67 anos, que receberá doses regulares ao longo de um ano. A vacina tem como objetivo “treinar” o sistema imunológico para reconhecer e atacar especificamente células tumorais, minimizando os danos a tecidos saudáveis – um avanço significativo em relação aos tratamentos convencionais como a quimioterapia.
Considerado revolucionário pela comunidade científica, o estudo de fase 1 representa um marco na oncologia personalizada. Se comprovada eficaz, a BNT116 poderá reduzir drasticamente as recidivas e aumentar a sobrevida dos pacientes, que hoje têm um prognóstico particularmente desafiador (o câncer de pulmão responde por 85% dos casos da doença). “Estamos diante de um tratamento que pode transformar a abordagem terapêutica, tornando-a mais precisa e menos tóxica”, destacam os pesquisadores. Com centros de excelência envolvidos em três continentes, os resultados deste ensaio clínico podem pavimentar o caminho para uma nova geração de imunoterapias contra diversos tipos de tumores. As informações preliminares devem ser divulgadas até o final de 2025.
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