Em Belém, o diagnóstico da saúde é “preocupante” e a dívida ultrapassa os R$ 200 milhões, segundo a administração de Igor

Na quinta-feira, 27, a prefeitura de Belém apresentou um relatório financeiro sobre a saúde pública da cidade, expondo um “cenário alarmante” deixado pela administração anterior, de Edmilson Rodrigues (veja a resposta a seguir). O estudo apontou para uma dívida de mais de R$ 200 milhões, muito além dos R$ 155 milhões inicialmente previstos no relatório de mudança.

Depois de uma análise minuciosa, constatou-se que as dívidas com fornecedores e prestadores de serviços ultrapassaram os R$ 200 milhões, afetando de maneira severa a saúde pública na capital. Segundo Rômulo Nina, secretário municipal de saúde, a transição evidenciou que a administração anterior não só acumulou uma dívida considerável, como também provocou um impacto significativo na estrutura e nos serviços de saúde.

“A dívida é um grande desafio, precisamos recuperar a confiança dos fornecedores e prestadores para restabelecer a saúde pública de Belém”, afirmou. O governo recém-eleito também se deparou com condições estruturais insatisfatórias nas unidades de saúde e hospitais da cidade. Rômulo Nina informou que as instituições de saúde, incluindo Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) e hospitais, exibem indícios de deterioração, sem a devida manutenção há um longo período.

Em termos de recursos humanos, a administração anterior deixou um cenário desordenado ao contratar 2.500 trabalhadores temporários com contratos já expirados. Adicionalmente, identificou-se uma folha de pagamento com horas extras de médicos e outros profissionais de saúde, sem qualquer relação oficial com a Prefeitura e que não estavam incluídos nas estratégias da Sesma.

Outro aspecto crítico identificado foi a ausência de planejamento e organização na administração de materiais e medicamentos, resultando no vencimento de insumos fundamentais para o cuidado da população. Em apenas um mês, a administração municipal contabilizou um prejuízo de quase R$ 1 milhão devido à expiração de medicamentos.

Foto: Ascom Sesma