Um casco de tartaruga e uma vasilha de cerâmica encontrados há três anos reforçam as evidências da existência de povos indígenas isolados na Terra Indígena Ituna/Itatá, área protegida no Pará com dimensões equivalentes à cidade de São Paulo. A portaria que restringe o acesso à região desde 2011 foi renovada em junho pelo governo federal para garantir a proteção desses grupos, enquanto organizações indígenas pressionam por expedições oficiais que confirmem definitivamente sua presença e permitam a demarcação permanente.
Relatos dos Asurini, povo vizinho que habita a TI Koatinemo, incluem encontros recentes com os isolados, como o descrito pelo ancião Takamyí Asurini sobre um jovem observador. As provas materiais e testemunhais, somadas a registros desde os anos 1970, embasam a campanha de ONGs e comunidades tradicionais pela consolidação da proteção territorial, crucial para preservar tanto os povos não contactados quanto a floresta amazônica que habitam. A Burness, organização que monitora a área, afirma que os indícios arqueológicos comprovam a presença desses grupos há pelo menos 15 anos.
Foto: Carlos FABAL/AFP

