Desde sua fundação em 421 d.C., Veneza desafia a engenharia convencional por estar edificada sobre milhões de troncos de madeira submersos no fundo do mar, e não sobre terra firme. A cidade flutuante utiliza madeira de amieiro (Alder), um material que, quando enterrado no lodo e submerso em água salgada, não apodrece, mas se petrifica com o tempo, adquirindo a dureza da rocha.
A grandiosa Basílica della Salute necessitou de mais de um milhão de estacas, enquanto o Campanile de São Marcos repousa sobre 100.000 delas, todas cravadas manualmente com espaçamento de meio metro a até três metros de profundidade. A origem dessa construção singular remonta ao século V, quando habitantes da região buscaram refúgio na lagoa pantanosa para escapar de invasões bárbaras, transformando a água em sua principal defesa natural.
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