Shein estreia na Bolsa de Hong Kong com queda e avaliação de US$ 26,3 bilhões

A Shein fez nesta terça-feira (1º) sua estreia na Bolsa de Valores de Hong Kong, mas teve um desempenho considerado discreto no primeiro dia de negociações. A empresa arrecadou US$ 1,7 bilhão, cerca de R$ 8,8 bilhões, em sua oferta pública inicial de ações. Durante a abertura do pregão, os papéis chegaram a registrar queda de 10%. Ao final do dia, porém, a desvalorização foi reduzida para 0,1%, com as ações encerrando cotadas a HK$ 48,50. A operação avaliou a companhia em aproximadamente US$ 26,3 bilhões.

A empresa havia tentado anteriormente realizar a abertura de capital em Nova York e Londres, mas enfrentou obstáculos regulatórios. Com a autorização das autoridades chinesas, a Shein optou pela Bolsa de Hong Kong e informou que pretende utilizar os recursos para ampliar investimentos em tecnologia e fortalecer sua atuação internacional. A companhia registrou lucro de US$ 2,06 bilhões em 2025, mas teve prejuízo de US$ 99 milhões no primeiro trimestre de 2026. A varejista também enfrenta críticas relacionadas ao impacto ambiental e a denúncias de violações trabalhistas. Além disso, a empresa sofre pressão de concorrentes como Temu e AliExpress.

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