Secult: Cine TF exibe resultados da Lei Aldir Blanc nesta segunda-feira (15)

Nesta segunda-feira (15), das 16h às 19h30, o Cine Clube TF exibirá três produções audiovisuais, que são resultado de projetos contemplados por editais da Lei Aldir Blanc no Pará, realizados pela Secretaria de Estado de Cultura (Secult): “O Amor Tem Cheiro de Pimenta e Cominho”, com direção de Ismael Machado; o mini documentário “Poame-se: Amor, Liberdade e Poesia Preta”, com direção de Fernando Segtowick e o mini documentário “Cine Dance: O Pulsar do Corpo Preto”, que tem direção de Henrique Lobato.

As exibições fazem parte do Sarau: Nós Existimos, que celebra o mês da Consciência Preta do projeto e o Novembro da Consciência Negra da Secult. O Sarau, que também conta com a exibição de outras duas produções audiovisuais, será realizado no Abrigo da Liberdade, no bairro da Terra Firme. O primeiro filme consiste em um curta documental viabilizado pelo edital Pontos e Pontões de Cultura (Secult), produzido pelo Cine Club TF em parceria com a produtora Floresta Urbana.

O audiovisual conta a história de Leidiane Gomes, uma mulher vítima de abusos desde a infância, que permanece em luta por uma vida melhor para ela e sua família, e que encontrou na fabricação caseira de uma especiaria culinária o seu próprio caminho para a superação. A produção reflete as dificuldades enfrentadas por inúmeras mulheres ao redor do mundo, em especial as mulheres da periferia, como as do bairro da Terra Firme.

“Poame-se: Amor, Liberdade e Poesia Preta” é um documentário viabilizado pelo edital Juventude Ativa (República de Emaús), que conta a história de Natasha Angel, jovem da Terra Firme, em Belém. Desde cedo, a protagonista demonstra dom artístico para a escrita e a poesia. No entanto, enfrentou o silenciamento e a opressão de sua arte na escola, na família e na sociedade. 

O encontro com a poesia preta mudou sua vida e tornou-se um mecanismo de libertação e superação dos silenciamentos, lhe dando a voz e a vez. Ela cria o grupo “PoAme-se” no Cineclube TF e, por meio do coletivo, consegue romper todas as barreiras e produzir arte, inspirando outras jovens pretas da periferia.

Foto: Cine Clube TF / Divulgação