A ararajuba, ave-símbolo do Brasil que estava extinta na Região Metropolitana de Belém, volta a colorir os céus da capital paraense graças a um projeto de reintrodução do governo do Pará, por meio do Ideflor-Bio em parceria com a Fundação Lymington. Nesta segunda-feira (17), o projeto atinge novo marco com a soltura das primeiras 15 das 30 aves que compõem as ações alusivas à COP30, no Parque Estadual do Utinga, dando continuidade a um trabalho que já devolveu 58 ararajubas à natureza em oito anos.
O sucesso do programa é reforçado pelo nascimento de sete aves em solo paraense a partir de reprodução natural, um indicador de que as ararajubas readaptaram-se ao habitat. Após nascerem no criadouro em São Paulo, onde recebem cuidados veterinários e alimentares, as aves passam por fase crucial de aclimatação de quatro a seis meses no Utinga, onde socializam-se, treinam para vida livre e adaptam-se à dieta com frutas regionais como açaí, murici e uxi, reconectando-se com a floresta após décadas de ausência na paisagem urbana.
Foto: Marcelo Vilarta
