A indústria brasileira registrou alta de 0,2% na passagem de junho para julho, interrompendo uma sequência de dois meses consecutivos de retração, segundo a Pesquisa Industrial Mensal divulgada nesta quarta-feira (2) pelo IBGE. No acumulado de 2026, o setor apresenta crescimento de 1,1% e, em 12 meses, expansão de 0,6%, ainda que com ligeira perda de ritmo ante o período anterior. O desempenho foi puxado principalmente por bens de consumo duráveis (3,2%), bens de capital (2,4%) e bens de consumo semi e não duráveis (0,5%), com destaque para os ramos de equipamentos de informática e eletrônicos (12,2%) e outros equipamentos de transporte (11,2%). Por outro lado, a indústria extrativa recuou 1% e foi a principal pressão negativa, ao lado de impressão e reprodução (-17,2%) e produtos diversos (-9,0%). O índice de difusão mostrou que 69,6% dos 789 produtos pesquisados tiveram desempenho positivo, o segundo maior do ano, e o nível atual da indústria está 2,1% acima do patamar pré-pandemia, mas ainda 15% abaixo do recorde histórico de maio de 2001.
Foto: CNI/Miguel Ângelo

