A nova projeção do Centro de Previsão Climática da Administração Nacional Oceânica e Atmosférica (CPC/NOAA), divulgada na quinta-feira (10), aponta que a probabilidade de o El Niño ser muito forte durante a primavera e o verão de 2026–2027 no Hemisfério Sul passou de 90%. Há ainda 75% de chance de ser o El Niño mais forte registrado desde 1950. O monitoramento mostra que o fenômeno se intensificou em agosto, com anomalias da temperatura da superfície do mar excedendo 3 °C no Pacífico Equatorial Leste. Segundo o Inmet, nas regiões Norte e Nordeste o El Niño causa chuvas abaixo da média e pode reduzir os níveis dos rios, afetando navegação, acesso a comunidades, pesca e abastecimento de água. No Sul do país, provoca chuvas acima da média, aumentando o risco de enchentes e danos à pesca e aquicultura. Em outras regiões, temperaturas elevadas exigem mais atenção às condições da água e dos cultivos.
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