Toni Cunha (PL), prefeito de Marabá, declarou nesta quinta-feira, 27, que solicitou à Polícia Federal uma investigação sobre o vazamento de amônia no frigorífico da JBS, que aconteceu na quarta-feira, 26. De acordo com Toni, todos os departamentos de fiscalização da Prefeitura de Marabá serão acionados para “adotar medidas”.
Toni considera “um absurdo que o vazamento de amônia se torne habitual na unidade da JBS em Marabá”. O prefeito de Marabá destaca que não é a primeira vez que incidentes semelhantes ocorrem na fábrica da JBS e vai solicitar que a companhia assegure a proteção dos seus funcionários.
“Marabá recebe e deseja o sucesso de todos os empreendimentos empresariais. Mas não será palco para que empresas, sejam quais forem, exponham funcionários e cidadãos a riscos não toleráveis. Determinei que os órgãos do poder executivo que lidam com esta questão tomem providências. Também pedi o acionamento da Polícia Federal, que lida com o controle de produtos químicos”, disse o prefeito de Marabá nas redes sociais.
Como amplamente divulgado, trabalhadores do frigorífico da JBS tiveram problemas de saúde em Marabá, devido ao vazamento de amônia na quarta-feira, 26. Os empregados que tiveram problemas de saúde foram classificados como leves. Um vídeo divulgado na web mostra o edifício sendo evacuado. A companhia confirmou que ao menos seis indivíduos passaram mal.
Em um comunicado, a JBS declara que “o incidente na fábrica de Marabá foi prontamente controlado” e que “todos os procedimentos foram implementados para assegurar a proteção dos funcionários”. A companhia também afirmou que “forneceu assistência médica a todos que solicitaram”. Este é o quarto vazamento na JBS em apenas dois anos. Em abril de 2024, quase um ano atrás, ocorreu outro incidente de vazamento de amônia.
Naquela época, dezenove empregados adoeceram e foram encaminhados ao hospital, incluindo uma mulher grávida. A Polícia Civil iniciou um inquérito sobre o caso, contudo, o inquérito ainda não foi finalizado.
Foto: JBS