Home BACANA NEWS Polícia Federal faz operação para desvendar esquema criminoso de 2010 a 2019, entre elas 8 anos da gestão tucana

Polícia Federal faz operação para desvendar esquema criminoso de 2010 a 2019, entre elas 8 anos da gestão tucana

Polícia Federal faz operação para desvendar esquema criminoso de 2010 a 2019, entre elas 8 anos da gestão tucana

Foto: Polícia Federal

A Secretaria de Transportes no governo Jatene, já mostrava indícios de irregularidades como detectou a AGE. A PF investiga fraudes de 2010 a 2019. 2010 foi o último ano do governo Ana Júlia, mas as fraudes se estenderam por 8 anos da gestão tucana, e segundo a Secretaria de Transportes os documentos apreendidos não são de operações da gestão atual de 2019. A PF soltou a seguinte nota:

NOTA À IMPRENSA
OPERAÇÃO MAGNA DOLUM

Na manhã de hoje (08/07/2020), a Polícia Federal em Redenção/PA desencadeou a OPERAÇÃO MAGNA DOLUM (da qual participam mais de 90 policiais federais), com o objetivo de reprimir organização criminosa constituída (art. 2º da Lei 12.850/2013) para a prática dos crimes de fraude à licitação (art. 90 da Lei 8.666/1993), corrupção passiva (art. 317 do CP) e lavagem de dinheiro (art. 1º da Lei 9.613/1998).
A ação dos criminosos concentra-se em se utilizar de empresas meramente “de fachada”, desprovidas da mínima estrutura de maquinário e de pessoal, para fraudar licitações destinadas à execução de obras públicas majoritariamente nos municípios de Conceição do Araguaia/PA e Santa Maria das Barreiras/PA e na Secretaria Estadual de Transportes do Pará (SETRAN/PA).
Os reais administradores das empresas (ocultados pela constituição de sócios “laranjas”) mantêm frequentes contatos com servidores públicos municipais e estaduais, os quais recebem vantagens indevidas para beneficiar as pessoas jurídicas que fazem parte do esquema delituoso, praticando atos que vão desde o direcionamento dos certames, passando pela facilitação da fiscalização das obras até a agilização de pagamentos.
Além disso, a investigação, que contou com interceptações telefônicas e quebra de sigilo bancário, revelou que, das contas bancárias das empresas “de fachada”, partem transferências de valores para outras pessoas, físicas e jurídicas, sem justificativa aparente (a exemplo de remessas de mais de R$ 100.000,00 para pessoas idosas já aposentadas ou para outras empresas igualmente suspeitas), sugerindo-se, assim, a prática de atos para ocultar a verdadeira origem dos recursos (lavagem de dinheiro).
Diante dos fatos, a Polícia Federal representou pela busca e apreensão em 21 endereços, pela prisão preventiva de quatro investigados, pelo afastamento do cargo dos servidores envolvidos nos atos de favorecimento das empresas, pelo sequestro judicial de bens do patrimônio dos investigados e por uma nova quebra de sigilo bancário.
Ao apreciar os pedidos, o juízo da 4ª Vara Federal da Seção Judiciária do Pará, concordando integralmente com as representações policiais, deferiu os mandados de busca e apreensão, para cumprimento em endereços residenciais e de órgãos públicos (aí incluída a sede da SETRAN/PA); os mandados de prisão preventiva, tendo como alvos três responsáveis pela gestão das empresas “de fachada” e um servidor público municipal; o afastamento dos cargos de quatro servidores públicos estaduais e dois municipais; o sequestro de vários bens móveis (dentre eles, uma embarcação e uma aeronave) e imóveis (dentre eles, propriedades em condomínios de luxo); e a nova quebra do sigilo dos dados bancários, a fim de demonstrar todo o percurso feito pelo dinheiro no processo de branqueamento de capitais, bem como de pagamento de vantagens indevidas.
De 2010 a 2019, o grupo criminoso já se apropriou de mais de R$ 64.000.000,00 (sessenta e quatro milhões de reais), dentre recursos públicos federais, estaduais e municipais.

PS: lembrando que no ano de 2019 o governo atual fez apenas uma licitação via Secretaria de Transportes, no Marajó. Já são antigos os indícios de irregularidades nessa secretaria na gestão de Simão Jatene.

Redenção/PA, 08 de julho de 2020.
Comunicação Social
Delegacia de Polícia Federal em Redenção/PA

A SETRAN também se manifestou em nota divulgada a imprensa. Confira:

A Secretaria de Estado de Transportes (Setran) esclarece que os quatro processos e contratos objeto de busca e apreensão pela Polícia Federal, nesta quarta-feira (8) na sede do órgão em Belém, são referentes à gestão anterior ao governo Helder Barbalho.
Os documentos requeridos pela PF foram entregues por esta Setran que apoia e colabora com as ações que visam resguardar a lisura dos processos licitatórios e o bom emprego do recurso público.