Em 1930, os primos portugueses Mário e Antônio Santiago desafiaram o mercado brasileiro ao lançar um sabonete que custava cinco vezes mais que os concorrentes – o Phebo. Rejeitados inicialmente por comerciantes que devolviam os produtos, os fundadores insistiram em uma estratégia ousada: não vendiam higiene, mas status e experiência sensorial premium, com fórmulas com mais de 100 ingredientes nobres como pau-rosa e sândalo.
A virada histórica começou em 1936, quando conquistaram a primeira venda significativa: 6 dúzias para uma farmácia. A consolidação veio com decisões radicais – como parar totalmente a produção durante a Segunda Guerra Mundial para não comprometer a qualidade – e com lançamentos visionários, caso da Seiva de Alfazema (1946), fragrância de uma flor então desconhecida no Brasil. Nove décadas depois, a marca mantém seu legado como símbolo de autenticidade premium nacional, tendo vendido 6 milhões de unidades anuais nos anos 60 e sobrevivido a aquisições por multinacionais até ser resgatada pela Granado, provando que o mercado brasileiro valoriza qualidade e tradição.
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