Levantamento da Quaest a pedido do Instituto Infinis revela que, embora nove em cada dez brasileiros considerem o diálogo a melhor forma de corrigir crianças, práticas agressivas permanecem frequentes: 62% admitiram já ter gritado, 49% deram tapas e 27% bateram com objetos ; a pesquisa, que ouviu 2.202 pessoas entre maio e junho de 2026, também aponta que 62% não interferem ao presenciar violência (metade por considerar uma “postura particular” e a outra por medo do agressor), e 61% consideram aceitável que crianças trabalhem mesmo com 93% afirmando que os estudos devem ser prioridade . O estudo registra redução nas agressões com objetos em relação a 2023 (de 38% para 27%), mas ainda há 115.814 denúncias de violações de direitos de crianças e adolescentes nos primeiros quatro meses de 2026, e 71% dos entrevistados não souberam citar leis de proteção à infância . Os resultados completos serão apresentados em setembro no 8º Fórum de Políticas Públicas da Saúde na Infância .
Foto: Rovena Rosa/Agência Brasil

