A Ciclus Amazônia vem a público lamentar profundamente os episódios de violência ocorridos durante a Audiência Pública realizada na última sexta-feira, 20 de fevereiro de 2026, no Ginásio Poliesportivo Dico Oliveira (“Dicão”), em Acará/PA. O ato se destinava ao debate sério e transparente sobre o licenciamento ambiental da Central de Tratamento de Resíduos – CTR Metropolitana, bem público, regulado e reversível, cuja implantação é previsão contratual da concessão de limpeza urbana e solução definitiva para os resíduos da região.
Para assegurar o caráter democrático do evento, a empresa mobilizou uma estrutura robusta com capacidade para 900 pessoas, incluindo sistema de sonorização, geradores de energia e rigoroso protocolo de segurança. Com foco na acessibilidade, ainda foram instalados pontos de transmissão simultânea e interativa com telões e estrutura nas comunidades de Castanhalzinho e Vila do Nínive, além de transmissão ao vivo via internet.
Contudo, logo após a abertura dos trabalhos, o evento e as pessoas envolvidas foram alvo de atentado e vandalismo criminoso orquestrado. Foram registrados incêndios em equipamentos privados, danos ao patrimônio público e agressões físicas que resultaram em pessoas feridas, incluindo membros da equipe de segurança. Diante do grave risco à integridade física de todos os presentes — incluindo representantes da SEMAS/PA e do Ministério Público/PA —, as autoridades determinaram o encerramento da sessão.
É fundamental esclarecer que a implantação de Aterros Sanitários em substituição a Lixões, que ainda imperam na região, visa atender a LEI Nacional de Resíduos Sólidos (Lei nº 12.305/2010), bem como a LEI DO NOVO MARCO LEGAL DO SANEAMENTO (LEI FEDERAL Nº 14.026/2020), encerrando práticas arcaicas e nocivas ao meio ambiente e a saúde das pessoas.
Contrariamente ao projeto técnico proposto, o Município de Acará mantém, há décadas, um lixão a céu aberto às margens da PA-252, que representa uma chaga sanitária e de saúde pública gravíssima. Conforme denunciado pelo Ministério Público na Ação Civil Pública nº 0800097-58.2026.8.14.0076, tal lixão opera com descarte irregular de resíduos domiciliares, hospitalares e queima de lixo, contaminando o solo e ameaçando corpos hídricos. A CTR Metropolitana surge, portanto, como a solução definitiva para este passivo ambiental histórico.
A condução do licenciamento da CTR é realizada pela Secretaria de Estado de Meio Ambiente, Clima e Sustentabilidade (SEMAS/PA) e rigorosamente fiscalizada pelo Poder Judiciário. O processo conta com a participação de profissionais técnicos habilitados e peritos do Tribunal de Justiça, cujas análises já comprovaram a inexistência de nascentes ou corpos hídricos na área do aterro, bem como o cumprimento das legislações aplicáveis e o seguimento fiel das normas técnicas para esse tipo de empreendimento. Além disso, manifestação técnica do ITERPA confirma que a poligonal/área do projeto não possui sobreposição com territórios quilombolas e/ou indígenas.
Diferente de um depósito ilegal de lixo, a CTR Metropolitana utiliza tecnologia de ponta para impermeabilização do solo, tratamento de chorume e captação de biogás para valorização e produção de geração de energia e combustível renovável, nos moldes da Ciclus Rio, maior Aterro Sanitário da América Latina e referência mundial em sustentabilidade.
Em diversos pontos do ginásio utilizado para o evento, bem como nos pontos de transmissão da audiência, a Ciclus, através de sua equipe de segurança, instalou um robusto sistema de câmeras de segurança – CFTVs -, o qual está sendo utilizado para identificação dos criminosos e das placas dos veículos envolvidos – a listagem das pessoas e dos veículos identificados começará a ser compartilhada com as forças policiais, a partir de hoje. A Ciclus afirma que utilizará de todos os recursos necessários para, com apoio da LEI, responsabilizar pelos atendados os executores e os mandantes/mentores dos crimes cometidos.
A Ciclus Amazônia reitera seu repúdio a qualquer forma de violência e reafirma seu compromisso inabalável com a legalidade, o rigor técnico e o desenvolvimento sustentável da Região Metropolitana de Belém.
