Estão inabilitados para exercer cargos públicos os principais nomes da oposição ao regime do ditador da Venezuela, Nicolás Maduro.
Na prática, a decisão da Controladoria-Geral, compartilhada pelo deputado José Brito encerra as perspectivas de eleições livres e democráticas em 2024. A medida atinge a principal representante da oposição hoje, a ex-deputada María Corina Machado, que fica inelegível por 15 anos.
Além dela, os líderes opositores Henrique Capriles, duas vezes candidato à Presidência, e Juan Guaidó, que chegou a ser reconhecido como presidente interino por mais de 50 países, também não poderão disputar o pleito no ano que vem.
A inabilitação de Corina, 55, dá-se por irregularidades administrativas da época em que foi deputada, de 2011 a 2014, segundo a Controladoria-Geral. A medida foi imposta contra ela em 2015, mas tinha vigência de um ano apenas.
A extensão, alega o órgão, seria porque ela apoiou sanções dos EUA contra Maduro. Corina é opositora ferrenha do chavismo e vinha despontando como o principal nome para as primárias da oposição.
Nas redes sociais, ela disse que a medida é inútil. “Isso só demonstra que o regime já sabe que está derrotado”, escreveu. “Agora votaremos com mais força, mais rebeldia e vontade nas primárias.”
Foto: Facebok Nicolás Maduro
