Cabeleireira que pichou STF em 8 de janeiro segue em prisão domiciliar com direito a visitas pastorais
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, concedeu nesta segunda-feira (7) o direito à assistência religiosa domiciliar para Débora Rodrigues dos Santos, condenada a 14 anos de prisão por participação nos atos golpistas de 8 de janeiro de 2023. A decisão permite que pastores visitem a cabeleireira – que cumpre pena em casa por ter filhos menores – em horários a serem definidos pela defesa. Moraes destacou que o direito à assistência espiritual está previsto na Constituição para todos os presos.
No entanto, o ministro negou o pedido para que Débora pudesse se deslocar a postos de saúde e clínicas médicas, exigindo que novos requerimentos apresentem documentos específicos sobre seu estado de saúde. A ré foi condenada definitivamente em abril por crimes como golpe de Estado e dano qualificado ao patrimônio público, após pichar a estátua da Justiça do STF com a frase “Perdeu, mané” durante os ataques às instituições democráticas.
Foto: Joedson Alves/Agencia Brasil

