As inundações periódicas do Centro Histórico de Paraty durante a maré cheia não são um acidente, mas sim parte do projeto urbanístico da cidade desde o século XVIII. O fenômeno, que encanta turistas, foi idealizado como um sistema natural de limpeza e drenagem das ruas.
O calçamento pé de moleque foi construído intencionalmente para permitir a entrada da água do mar, principalmente em períodos de maré alta e fortes chuvas. Enquanto isso, os sobrados e casas coloniais foram erguidos acima do nível do mar, protegendo seus interiores — uma solução arquitetônica que se mantém preservada até hoje e transforma a cidade em um patrimônio vivo e adaptado ao meio ambiente.
Foto: instagram @paratyabapamar
