Uma investigação da TV Al Jazeera em parceria com a Defesa Civil de Gaza revelou que Israel teria utilizado bombas termobáricas contra a população palestina na Faixa de Gaza desde o início da ofensiva em outubro de 2023. Os armamentos, internacionalmente condenados, geram temperaturas superiores a 3,5 mil graus Celsius e produzem efeito de vácuo capaz de vaporizar completamente a matéria orgânica. De acordo com dados forenses, 2.842 palestinos foram classificados como “evaporados” — casos em que buscas exaustivas nos locais bombardeados não localizaram corpos, apenas vestígios biológicos, como respingos de sangue ou pequenos fragmentos de tecido humano.
O porta-voz da Defesa Civil, Mahmoud Basal, explicou que a contabilização cruza o número de pessoas presentes nos locais atingidos com os corpos efetivamente recuperados. Relatos de familiares, como o de Yasmin Mahani, que nunca encontrou o corpo do filho após ataque à escola al-Tabin, ilustram a dimensão da destruição. Especialistas apontam que os efeitos descritos são compatíveis com explosivos que contêm tritonal — mistura de TNT e pó de alumínio presente em bombas fabricadas nos EUA, como a MK-84. Segundo o Ministério da Saúde palestino, o calor extremo combinado com pressão e oxidação provoca ebulição instantânea dos fluidos corporais e vaporização dos tecidos. Juristas afirmam que o emprego dessas armas indiscriminadas implica não apenas Israel, mas também países fornecedores, e denunciam a ausência de mecanismos efetivos de responsabilização internacional diante de evidências que caracterizam crimes de guerra e genocídio.
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