A inflação oficial de agosto, medida pelo IPCA, fechou em -0,32%, a menor taxa desde agosto de 2022, quando ficou em -0,36%. O resultado foi influenciado pelo Bônus de Itaipu, que derrubou a conta de luz em média 7,63%, e pelas quedas de alimentos e transportes. Em julho, o índice havia sido 0,07%, e em agosto de 2025, -0,11%. Com a deflação, o IPCA acumula 4,22% em 12 meses, menor valor desde março de 2026, abaixo da projeção do mercado (-0,23%) e dentro do intervalo da meta de inflação, de 1,5% a 4,5%. Dos nove grupos pesquisados, quatro tiveram deflação: alimentação e bebidas (-0,34%), habitação (-1,87%), transportes (-0,86%) e comunicação (-0,09%). A queda de habitação foi a mais profunda para agosto desde o Plano Real, explicada pelo Bônus de Itaipu, que é restrito ao mês e deve elevar o índice em setembro. Na alimentação, as maiores quedas foram batata-inglesa (-19,89%), cenoura (-11,22%), cebola (-11,07%), tomate (-10,94%), ovo (-4,15%) e café moído (-1,86%). Nos transportes, as passagens aéreas caíram 13,17%, e os combustíveis recuaram 0,86%, com etanol (-3,95%), diesel (-0,80%) e gasolina (-0,59%); o gás veicular subiu 2,62%. O índice de difusão foi de 54%, e o grupo serviços subiu 0,03%, enquanto os monitorados caíram 1,26%. O IPCA apura o custo de vida para famílias com renda de um a 40 salários mínimos em 16 localidades.
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

