Há quase duas semanas, indígenas de 14 povos do Baixo Tapajós mantêm a ocupação do terminal da Cargill em Santarém em protesto contra projetos de dragagem do rio Tapajós e ampliação do transporte de grãos. A mobilização denuncia a transformação do rio em corredor logístico do agronegócio sem a consulta prévia, livre e informada às comunidades, conforme determina a Convenção 169 da OIT.
Entre as principais reivindicações estão a suspensão imediata das obras de dragagem, a revogação de decretos federais que concedem hidrovias na Amazônia e a abertura de diálogo com o governo federal. Os manifestantes alertam para graves impactos ambientais, como alteração do curso do rio, erosão, contaminação da água e prejuízos à pesca tradicional. A ocupação, que segue pacífica com rituais e atos públicos, tem caráter simbólico ao mirar a Cargill, empresa representativa do modelo de escoamento de commodities que pressiona os rios da região.
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