Herança digital: o que acontece com seus dados na internet quando você morre?

Você já se perguntou o que acontece com suas redes sociais, e-mails e arquivos na nuvem após a morte? Diferentemente dos bens físicos, os ativos digitais — como perfis em plataformas, fotos, vídeos, documentos e até créditos virtuais — podem continuar ativos indefinidamente, passando a integrar a chamada herança digital. No Brasil, ainda não há uma legislação específica que regulamente de forma detalhada o destino desses bens, o que torna essencial o planejamento prévio para evitar que informações pessoais fiquem inacessíveis ou sejam perdidas após o falecimento do titular.

Cada plataforma digital possui regras próprias para memorialização ou exclusão de contas. Instagram e Facebook permitem transformar perfis em “modo memória” ou removê-los mediante solicitação de familiares com envio de certidão de óbito. No X, é necessário preencher formulário específico, enquanto o TikTok exige comprovação de vínculo familiar para análise. O Google oferece o recurso “Seu legado digital”, que permite ao usuário definir, ainda em vida, até dez pessoas autorizadas a acessar dados após período de inatividade ou optar pela exclusão automática da conta. A falta de uniformidade entre as plataformas e a ausência de uma lei específica no país reforçam a importância de incluir a herança digital no planejamento sucessório, garantindo que fotos, documentos e memórias não se percam no ambiente virtual.

Foto: Marcello Casal jr/Agência Brasil