Reunião entre Haddad e presidentes de bancos discute impactos do tributo no crédito para empresas; Febraban propõe medidas compensatórias
O Ministério da Fazenda sinalizou nesta quarta-feira (28) que pode rever pontos do aumento do IOF após reunião do ministro Fernando Haddad com os presidentes da Febraban e dos quatro maiores bancos do país. O secretário-executivo Dario Durigan admitiu que as instituições financeiras apresentaram dados que “sensibilizaram” o governo, alertando que a medida pode elevar o custo do crédito para empresas em até 40%. Embora tenha descartado a revogação total do decreto, Durigan afirmou que alternativas estão em análise, desde que compensadas no Orçamento de 2025 – o que pode exigir novos contingenciamentos.
O presidente da Febraban, Isaac Sidney, adotou tom conciliador: “Optamos por um debate construtivo”, disse, revelando que o setor sugeriu medidas para aumentar receitas e reduzir despesas como contrapartida. Originalmente, o governo estimava arrecadar R$ 20,5 bilhões com o IOF, valor que caiu para R$ 18,5 bilhões após ajustes na semana passada. Haddad destacou a disposição para negociar, mas ressaltou a necessidade de equilíbrio fiscal. A decisão final dependerá de avaliação técnica e diálogo com o Congresso, já que qualquer mudança exigirá realocação orçamentária.
Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

