Estrutura patrimonial blindou R$ 6,4 bilhões da família de Silvio Santos

A proteção do patrimônio estimado em R$ 6,4 bilhões deixado por Silvio Santos, morto em agosto de 2024, foi viabilizada por um planejamento sucessório iniciado mais de uma década antes, após uma grave crise no Banco PanAmericano em 2010 que quase destruiu o grupo. O apresentador estruturou holdings separadas, realizou doações em vida com usufruto e designou as filhas por competência, garantindo que a transferência dos bens ocorresse sem disputas judiciais entre os herdeiros.

O modelo incluiu a criação de empresas como SS Participações, Sisan e a Daparris Corp nas Bahamas, além da venda do PanAmericano ao BTG Pactual para conter um rombo bilionário. A única pendência do espólio envolve R$ 429 milhões mantidos no exterior, que enfrentam discussão tributária sobre o ITCMD, questão que ainda pode ser resolvida por meio de estruturação jurídica.

Foto: SBT/Lourival Ribeiro