A estatal chinesa Hulunbuir State Farm Group autorizou oficialmente em março de 2025 a busca e potencial compra ou arrendamento de terras agrícolas no Brasil, com o objetivo de iniciar o cultivo de soja, milho e algodão. O anúncio, feito em reunião com a Sociedade Nacional de Agricultura (SNA), simboliza um novo capítulo na parceria comercial entre os dois países, com a China buscando garantir o suprimento de grãos diretamente na fonte. A empresa planeja introduzir tecnologias avançadas de irrigação e manejo utilizadas na Mongólia Interior, em parceria com instituições como a Embrapa.
A iniciativa, apesar de prometer modernização e aumento de produtividade, gerou um intenso debate nacional sobre soberania e regulação fundiária. A Constituição Federal brasileira impõe restrições à aquisição de terras por estrangeiros, mas especialistas alertam que essas regras podem ser contornadas por estruturas societárias indiretas. O caso evidenciou a necessidade de equilibrar a atração de investimentos estrangeiros com a proteção de recursos estratégicos e a governança transparente sobre as terras agrícolas do país.
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