Doria defende no Pará desenvolvimento econômico aliado à sustentabilidade ambiental

Ao lado do presidente do PSDB-PA, Nilson Pinto, o governador de São Paulo falou de seus projetos para a região Norte. Viajando o Brasil pelas prévias do PSDB, o governador de São Paulo, João Doria, afirmou na noite desta sexta-feira, dia 10, em Belém, no Pará, que é possível aliar desenvolvimento econômico com preservação ambiental. Em sua primeira incursão pela região Norte do país pelas prévias do PSDB, a eleição interna do partido que escolherá o nome do candidato que disputará a Presidência da República, Doria disse que “é possível e urgente desenvolver sem devastar”. “Temos que aliar políticas públicas com proteção ambiental”.

Citando o exemplo de seu Estado, São Paulo, que aumentou a cobertura vegetal em 3% em toda região e ampliou o agronegócio, Doria foi contundente ao enumerar práticas de gestão que contribuirão para o desenvolvimento da Região Amazônica, geração de empregos e preservar a biodiversidade. “É possível gerar renda, empregos, alimento e manter a floresta em pé. Para isso é preciso tecnologia, firmeza e vontade de fazer”, disse o Governador. Pará tem produção agrícola estimada em 3,3 milhões de toneladas para 2021, 17% a mais do que em 2020. E se faz urgente uma proposta que incentive a bioeconomia.

“O agronegócio de São Paulo cresceu vertiginosamente. E o reflorestamento da mata nativa também aumentou”, afirmou Doria. E emendou: “É possível, viável e mais rentável associar o crescimento do Agro com o respeito ao meio ambiente. Basta investimentos em tecnologia e vontade de fazer”, disse Doria. O governo paulista lançou no meio do ano passado o programa Agro Legal, que pretende, no prazo de 20 anos, dobrar a meta de vegetação nativa recuperada no estado, que antes estabelecia a recuperação de 200 mil hectares de mata nativa por década.

Ainda focado nas questões paraenses, Doria citou a questão urgente da mineração. O Pará despontou nos últimos dois anos como maior arrecadador de royalties da mineração do Brasil. Atualmente, a mineração contribui com 2,5% do ICMS do Pará e o minério de ferro é o principal produto, responde por 75% das exportações do Estado e por volta de 80% do valor da produção. No entanto, o estado recebe pouco de volta em impostos do governo federal. “Precisamos melhorar as condições de escoamento e exportação. E fazer valer o pacto federativo, para que os impostos gerados pelo Pará sejam investidos no desenvolvimento do Pará”, disse.

PSDB tem “melhor via”

Doria afirmou que o PSDB oferecerá aos brasileiros a “melhor via” na disputa presidencial de 2022 e se apresentou como uma opção “confiável e pacificadora” para o País. O PSDB definirá em novembro o candidato do partido à Presidência da República em 2022.

A frente do Governo de São Paulo, Doria criou programas de proteção social e ampliou na pandemia. Entre eles, o Bolsa do Povo, Vale Gás, Programa Dignidade Íntima, Alimento Solidário, São Paulo Acolhe. Com investimento de mais de R$ 2 bilhões para a população menos favorecida. Ladeado pelo presidente do PSDB-PA, deputado federal Nilson Pinto, Doria assegurou que “o PSDB fará uma campanha propositiva em 2022”. “O PSDB vai investir o seu tempo para apresentar uma proposta ao País, para a retomada do orgulho de sermos brasileiros, com um programa transformador na área social e econômica”.

Paraense de coração

Em seu primeiro dia no Pará, Doria fez questão de falar sobre sua “relação afetiva” com o Estado. Disse que esta é a sexta vez que visita o Pará e já participou três vezes da cerimônia religiosa do Círio de Nazaré. E mencionou sua amizade com a cantora Fafá de Belém. Enquanto foi prefeito da capital de São Paulo, Doria foi consagrado com o título de cidadão de Belém em outubro de 2017, homenagem que relembrou com carinho.

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