Depressão infantil e as consequências do transtorno no desenvolvimento de crianças

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A depressão é considerada por muitos pesquisadores a doença do século. Segundo dados da Organização Mundial da Saúde, em 2019, mais de 320 milhões pessoas no mundo sofriam desse trasntorno. O diagnóstico que antes era mais comum em brasileiros entre 60 e 64 anos, tem afetado com mais frequência jovens, adolescentes e até mesmo crianças. Há quem não acredite na manifestação da doença nos mais novos, no entanto, ela existe e precisa ser debatida.

Para a professora de psicologia da Unama, Ana França, os sintomas da depressão na infância podem ser bem diferentes dos sintomas na vida adulta. “No caso de crianças, além desse humor vazio ou triste, é comum também a gente encontrar um humor irritável. Crianças que passam o dia inteiro irritadas ou que em qualquer situação se irritam com muita facilidade podem estar desenvolvendo um transtorno depressivo”, explica.

Além disso, os pais ou responsáveis devem ficar atentos a mudanças de comportamento, já que os prejuizos comportamentais e psicosociais são diversos.

“Uma perda de interesse ou prazer em fazer atividades que antes essa criança ou esse adolescente gostava muito, principalmente, as brincadeiras preferidas dele. Uma desesperança, como se o mundo ficasse cinzento, o isolamento social, uma lentidão de pensamento, de organização da sua cognição, uma dificuldade de concertação que acaba, também, acompanhando ou resultando em uma diminuição do rendimento escolar”, destaca a professora.

Estatísticas mostram que o índice de depressão infantil no Brasil varia entre 0,2% a 7,5% para crianças com menos de 14 anos. A ocorrência maior é na fase próxima da adolescência. No entanto, apesar de baixo, é preciso ficar atento a qualquer alteração comportamental em crianças e adolescentes.

Por Allam William, Bacana News