Exposição itinerante resgata memórias e debate justiça climática na periferia de Belém
O bairro do Jurunas, em Belém, se tornou palco de um projeto inovador que mistura arte, memória e ativismo. O Circuito Maré Lançante, promovido pelo Museu D’Água, transforma ruas e espaços comunitários em “cantinhos da memória”, onde histórias de moradores ganham vida através de objetos, fotos e relatos. Com início nesta sexta-feira (25), no Gueto Hub, a exposição itinerante percorrerá o bairro por quatro semanas, promovendo escuta ativa e discussões sobre justiça climática na Amazônia urbana.
A curadoria, feita por moradores como a historiadora Ruth Ferreira e a museóloga Tamires Pinheiro, destaca a resistência e os saberes locais, muitas vezes invisibilizados. A exposição inclui telefones antigos que reproduzem depoimentos, totens com biografias e miniacervos com objetos doados pela comunidade. Além da vernissage, a programação seguirá por escolas e praças, sem necessidade de inscrição. O projeto, apoiado pelo Instituto Clima e Sociedade (ICS), reforça a importância de narrativas periféricas no debate ambiental e urbano.
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