O CEO e fundador do Agibank, Marciano Testa, no novo episódio do podcast Como Cheguei Aqui, da Exame, disse que “as pessoas com mais de 50 anos são esquecidas na jornada digital. Parece que essas pessoas que não são nativas digitais, elas não fazem parte desse mundo. Ninguém pensa na jornada para elas”. O banco foi fundado em 1999 para fornecer crédito consignado e evoluiu ao longo dos anos para se tornar um banco omnichannel.
Testa acredita que a tecnologia e a disrupção fazem parte do negócio, mas não adianta querer ser moderno e deixar de fora parte da população. “Com a plataforma que vamos lançar esse ano, queremos atender do neto ao avô”, diz ele. O empreendedor está de olho nos mais de 50 milhões de brasileiros com mais de 50 anos ao oferecer o atendimento presencial em 723 hubs pelo Brasil.
E se prepara para chegar a 1.200 locais de atendimento até 2023, atento a um futuro em que essa população chegará a 98 milhões. Com o lema de “pessoas felizes fazem clientes felizes”, Testa também promove a diversidade dentro da empresa ao criar vagas focadas em profissionais mais velhos.
Em novembro, a empresa abriu vagas de atendimento abertas exclusivamente para pessoas 50+ nos estados de São Paulo, Pernambuco e Paraná. Afinal, o envelhecimento vai acontecer para todos: clientes e profissionais. E as empresas vão precisar se preparar desde já para incluir mais esse pilar de diversidade em sua estratégia de talentos.
Não apenas pela experiência de carreira, mas pela necessidade do mercado e da sociedade. O Brasil tem tudo para ser um dos países a ter mais pessoas de terceira idade à disposição do mercado de trabalho. Até 2050, 30% da população brasileira terá mais de 60 anos. Seremos o sexto país mais velho do mundo, segundo dados do IBGE compilados na pesquisa “Longevidade” organizada pela Fundação Dom Cabral.

