Documento revela que 24 acidentes foram registrados em 2024, com duas vítimas fatais; falta de fiscalização e eventos climáticos são principais desafios
Um relatório da Agência Nacional de Águas e Saneamento Básico (ANA) divulgado nesta terça-feira (1º) identificou 241 barragens classificadas como prioritárias para gestão de risco no Brasil, devido ao descumprimento de normas de segurança. O estudo mostra que, em 2024, ocorreram 24 acidentes e 45 incidentes nessas estruturas, resultando em duas mortes e danos ambientais e materiais. Desse total, 16 casos estiveram relacionados a eventos climáticos extremos, como as chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul – estado com maior número de ocorrências (3 acidentes e 21 incidentes). A maioria das barragens de risco (96) pertence à iniciativa privada, sendo a mineração e o abastecimento humano os principais usos.
O relatório alerta para a insuficiência de recursos e equipes dedicadas à segurança dessas estruturas: apenas 169 profissionais atuam exclusivamente na fiscalização em todo o país. Em 2024, apenas 52% do orçamento previsto (R$ 272 milhões) foi efetivamente executado. Outro desafio é a falta de informações sobre 14.878 barragens cadastradas, o que impede a aplicação da Política Nacional de Segurança de Barragens. “A ausência de dados dificulta a ação do poder público”, destacou a ANA. O documento reforça a necessidade de investimentos em monitoramento e prevenção, especialmente diante do aumento de eventos climáticos extremos.
Foto: Divulgação/Corpo de Bombeiros de Minas Gerais

