Brasil marca Dia Nacional de Prevenção de Acidentes do Trabalho com alerta sobre 6,7 milhões de casos em uma década

Especialistas destacam que quedas, cortes e doenças ocupacionais ainda causam 25 mil mortes; legislação protege, mas informalidade limita direitos

O Brasil registrou mais de 6,7 milhões de acidentes de trabalho entre 2012 e 2022, com 25.492 mortes e R$ 136 bilhões em custos para a Previdência, segundo dados do Observatório SmartLab. Os números alarmantes reforçam a importância do Dia Nacional da Prevenção de Acidentes do Trabalho, celebrado em 27 de julho, data que completa 51 anos em 2023 como marco na luta por ambientes laborais mais seguros. Especialistas apontam que a prevenção, somada ao cumprimento da legislação, é chave para reduzir casos que consomem 461 milhões de dias de trabalho perdidos no período.

A advogada Marina Bordallo, da Faci Wyden, explica que a lei garante ao trabalhador formal auxílio-doença, estabilidade de 12 meses e reabilitação profissional pelo INSS, além de possibilidade de indenização por negligência. “Doenças como LER e até Burnout têm amparo legal quando comprovado o nexo com a atividade”, destaca. Já Christiane Spitz, do IDOMED, alerta que setores como construção civil e saúde lideram em quedas, fraturas e até adoecimento mental. “A medicina do trabalho age na prevenção, mas é fundamental que empresas invistam em ergonomia, treinamentos e clima organizacional”, completa. Enquanto isso, a informalidade — que atinge 40% da força de trabalho — deixa milhões sem acesso a esses direitos, exigindo políticas públicas urgentes.

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