Subir o Everest exige preparo físico e mental, mas descer pode ser ainda mais desafiador – especialmente quando se depara com os corpos de alpinistas que não sobreviveram à jornada. Bonita Norris, uma das mulheres mais jovens a conquistar o cume, revela a dura realidade da montanha: resgatar mortos a quase 9 mil metros de altitude é tão perigoso que virou regra não escrita deixá-los para trás. Com mais de 300 corpos ainda espalhados pela trilha, muitos servem até como pontos de referência para quem ousa enfrentar o desafio.
Entre os cadáveres mais conhecidos está o “Green Boots”, um alpinista cujo corpo se tornou um marco mórbido no caminho. Norris explica que, em altitudes extremas, onde o oxigênio é escasso e o frio é implacável, tentar um resgate pode custar mais vidas. A prioridade, portanto, é sempre garantir a sobrevivência de quem ainda está em movimento. O Everest não perdoa erros – e aqueles que falham viram parte da paisagem, um alerta silencioso para os próximos aventureiros.
Foto: instagram @bonitanorris

