A bioeconomia da sociobiodiversidade movimenta R$ 13,5 bilhões anualmente no Pará, sustentada por cadeias produtivas ligadas à floresta, rios e agricultura familiar, como mandioca, açaí, pescado, cacau, castanha-do-pará e óleos vegetais. Os dados constam de estudo coordenado pela Fundação Amazônia de Amparo a Estudos e Pesquisas (Fapespa) em parceria com universidades federais, que aponta a mandioca como líder da produção, com R$ 7 bilhões em Valor Bruto da Produção, seguida por pesca e aquicultura (R$ 2,7 bilhões) e açaí (R$ 1,4 bilhão).
A análise dialoga com políticas públicas estaduais como a Política Estadual sobre Mudanças Climáticas (PEMC), o Plano Estadual Amazônia Agora (PEAA) e o Plano Estadual de Bioeconomia (PlanBio), que orientam ações de conservação e incentivo a cadeias sustentáveis. O estudo também revela desafios estruturais na formalização de atividades tradicionais: na cadeia da mandioca, embora o volume seja expressivo, apenas R$ 10 milhões aparecem em registros fiscais, já que grande parte da produção ocorre em casas de farinha comunitárias.
Foto: Marcos Santos – Agência Pará
