O Irã intensificou os ataques a instalações de energia de países do Golfo Pérsico nesta quinta-feira (19), em retaliação a ofensivas israelenses contra seu principal campo de gás. A ação atingiu o complexo de gás liquefeito de Ras Laffan, no Catar, a refinaria Mina Al-Ahmadi, no Kuwait, e forçou o fechamento de unidades nos Emirados Árabes Unidos. Como reflexo, o preço do barril do petróleo Brent superou US$ 119, enquanto os preços do gás na Europa dispararam até 35%.
A escalada representa o maior conflito em três semanas e elevou o temor sobre o fornecimento global de energia, já que o Estreito de Ormuz, por onde passa cerca de um quinto do petróleo mundial, segue sob forte tensão. O Catar, um dos maiores exportadores de gás do mundo, confirmou danos extensos em sua principal planta de exportação, o que pode atrasar a retomada da produção mesmo após o fim do conflito. Arábia Saudita e Emirados Árabes condenaram os ataques, classificando a ação como uma “escalada perigosa”.
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