A história do Banpará; banco completa 60 anos

Cerca de 17 servidores começaram a construir a história do Banco do Estado do Pará (Banpará) há 60 anos. A sede ainda era na rua 28 de Setembro, bairro da Campina. Junto com os seus funcionários, a instituição cresceu, se instalou na maioria dos municípios, se consolidou e hoje, ao alcançar a melhor idade, é patrimônio não só de cada um que faz o dia a dia do Banco, mas de todos os que ajudam o Pará a conquistar o desenvolvimento econômico e social. Historicamente, a origem do banco é vinculada ao Ciclo da Borracha, fase em que o Pará se tornou o principal produtor da matéria-prima voltada ao comércio exterior. 

No auge do ciclo, o Brasil era responsável por 100% da produção mundial. Apesar do desempenho, no início, os produtores locais só dispunham do sistema de aviamento, prática que não contribuía para o desenvolvimento local e que era um problema comum ao Pará, à região Norte e à Amazônia. 

Mas, diante do fluxo de mercadorias e de dinheiro, a União passou a enxergar a necessidade de instalação de serviços financeiros nessa parte do Brasil. O primeiro serviço criado foi o Banco de Crédito da Borracha, em 1942. Depois, veio o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico (BNDE, hoje BNDES) que, junto com a Superintendência do Plano de Valorização Econômica da Amazônia (SPEVEA, hoje Sudam), fez parte da política do governo Getúlio Vargas voltada ao desenvolvimento da Amazônia.

Com esses mecanismos de crédito, a necessidade de suporte para que os planos de desenvolvimento se concretizassem ficou mais evidente. Foi a deixa para o governo local obter a autorização do governo federal para a criação do Banco do Estado do Pará (BEP). A lei de criação do banco foi assinada em 1959, sob o governo Juscelino Kubitschek, mas a instituição só começou a funcionar em 1961. A possibilidade do Estado atingir um novo patamar marcou o discurso do governador Aurélio do Carmo, durante a inauguração. “A Amazônia deixa de ser o cordeiro da fábula”, afirmou.

No primeiro ano, o capital do banco era de 50 milhões de cruzeiros. As atividades permitiram 300 milhões em depósitos em conta e 200 milhões emprestados aos diversos setores produtivos. No primeiro aniversário, foi aprovado aumento de capital para 120 milhões de cruzeiros e permitido o recebimento de investimentos diretos da União. Instalado inicialmente em um prédio alugado, o banco se expandiu, aumentou o corpo técnico através de concurso e teve a primeira agência fora de Belém instalada em Santarém, em 1966.

Onze anos depois, chegou o banco estadual chegou a Tucuruí para dar suporte à instalação da Usina Hidrelétrica, a maior UH 100% brasileira, em potência instalada. A trajetória trouxe nova nomenclatura, sede própria, inovação tecnológica que fez do Banpará o primeiro banco do país a ser totalmente digital, a capitalização, o fomento ao desenvolvimento do Estado e a expansão para as atuais 113 agências. Atualmente, a cobertura dos serviços abrange todas as regiões do Pará, somando o correspondente a 25,9% de toda a rede instalada de agências bancárias. Só no Marajó, 47,62% das agências em funcionamento são do Banpará.

Com informações de O Liberal

Foto:  Bruno Cecim / Ag.Pará